O mercado fechou sexta-feira em 185,75 centavos, um incremento de mais de 10 centavos frente ao fechamento de sexta-feira retrasada de 174,65 centavos, base Maio.
O mercado continua construtivo. Uma somatória de várias notícias… nenhuma realmente nova, mostrando uma tendência de aperto em termos de oferta de café.
Os estoques de certificados em NY voltando a cair, a estrutura do inverso em NY presente e apertando novamente a entrega, os estoques de Londres Robusta os mais baixos desde 2016… embarques menores de Brasil, Colômbia, Centrais e Vietnam, expectativa de quebra de safra na Indonésia.
Ainda vale lembrar que, no report de dezembro do USDA, houve uma redução na expectativa de número de estoques globais (de passagem) diminuírem para 34,1 milhões de sacas. Acho que, sem muita margem de erro, pelo menos 1/3 deste volume deve estar no mato e nos armazéns aqui no Brasil.
Vou bater na tecla novamente que é importante a queda de embarques do Brasil em Fevereiro e Março como forte suporte a manter a tendência de alta.
O macro poderia ajudar mais. O que à poucas semanas mostrava uma tendência de mantermos o dólar abaixo de R$5,00, hoje já lutamos para manter abaixo dos R$5,20.
Novos dados do comércio americano (que vieram mais forte do que o esperado) começam novamente a colocar em dúvida se o FED vai conseguir manter o novo ajuste de juros em apenas 25 p.p.
E por aqui… difícil até de comentar. Parafraseando a economista Elena Landau: “põe então os juros a zero e vê o que acontece…”
São embarques caindo, estoques certificados em níveis baixos Arábica e Robusta, e uma super safra Brasil que já é meio consenso não vai acontecer. Esse mercado tem toda possibilidade de puxar até os 2 centavos. O que pode segurar? Embarques voltarem a subir e o câmbio não colaborar.
Muitos de vocês já podem ter lido e visto os alertas sobre os contratos de café (bolsa inclusos) que se destinem ao mercado comum europeu, terem que cumprir os mandatos de desmatamento. Provavelmente devem valer em algum ponto em 2024 para as entregas em bolsa. Sinceramente eu não tenho os detalhes sobre as bases do mandato e suas regras de controle e governança. O que eu gostaria já, de deixar em alerta, para que os órgãos competentes que representam a cafeicultura Brasileira, não permitam que estes mandatos sejam usados politicamente pelos nosso caros concorrentes para discriminar (impostos, custos, campanhas negativas, dificuldades para certificação, etc…) nosso café. Aliás, o recado via canais oficiais pelas associações de classe, já devia ser forte nesse sentido: discriminar o café brasileiro, jogando ele na mesma vala comum de outros detratores, terá uma resposta a altura (até com suspensão oficial de embarques).
Se vai ter uma hora para enviar o recado, falar grosso, e deixar as regras do jogo bem claras, precisa ser agora com a situação de estoques apertando.
Bom carnaval e boa semana a todos!
O mercado fechou sexta-feira em 185,75 centavos, um incremento de mais de 10 centavos frente ao fechamento de sexta-feira retrasada de 174,65 centavos, base Maio.
O mercado continua construtivo. Uma somatória de várias notícias… nenhuma realmente nova, mostrando uma tendência de aperto em termos de oferta de café.
Os estoques de certificados em NY voltando a cair, a estrutura do inverso em NY presente e apertando novamente a entrega, os estoques de Londres Robusta os mais baixos desde 2016… embarques menores de Brasil, Colômbia, Centrais e Vietnam, expectativa de quebra de safra na Indonésia.
Ainda vale lembrar que, no report de dezembro do USDA, houve uma redução na expectativa de número de estoques globais (de passagem) diminuírem para 34,1 milhões de sacas. Acho que, sem muita margem de erro, pelo menos 1/3 deste volume deve estar no mato e nos armazéns aqui no Brasil.
Vou bater na tecla novamente que é importante a queda de embarques do Brasil em Fevereiro e Março como forte suporte a manter a tendência de alta.
O macro poderia ajudar mais. O que à poucas semanas mostrava uma tendência de mantermos o dólar abaixo de R$5,00, hoje já lutamos para manter abaixo dos R$5,20.
Novos dados do comércio americano (que vieram mais forte do que o esperado) começam novamente a colocar em dúvida se o FED vai conseguir manter o novo ajuste de juros em apenas 25 p.p.
E por aqui… difícil até de comentar. Parafraseando a economista Elena Landau: “põe então os juros a zero e vê o que acontece…”
São embarques caindo, estoques certificados em níveis baixos Arábica e Robusta, e uma super safra Brasil que já é meio consenso não vai acontecer. Esse mercado tem toda possibilidade de puxar até os 2 centavos. O que pode segurar? Embarques voltarem a subir e o câmbio não colaborar.
Muitos de vocês já podem ter lido e visto os alertas sobre os contratos de café (bolsa inclusos) que se destinem ao mercado comum europeu, terem que cumprir os mandatos de desmatamento. Provavelmente devem valer em algum ponto em 2024 para as entregas em bolsa. Sinceramente eu não tenho os detalhes sobre as bases do mandato e suas regras de controle e governança. O que eu gostaria já, de deixar em alerta, para que os órgãos competentes que representam a cafeicultura Brasileira, não permitam que estes mandatos sejam usados politicamente pelos nosso caros concorrentes para discriminar (impostos, custos, campanhas negativas, dificuldades para certificação, etc…) nosso café. Aliás, o recado via canais oficiais pelas associações de classe, já devia ser forte nesse sentido: discriminar o café brasileiro, jogando ele na mesma vala comum de outros detratores, terá uma resposta a altura (até com suspensão oficial de embarques).
Se vai ter uma hora para enviar o recado, falar grosso, e deixar as regras do jogo bem claras, precisa ser agora com a situação de estoques apertando.
Bom carnaval e boa semana a todos!
O mercado fechou sexta-feira em 185,75 centavos, um incremento de mais de 10 centavos frente ao fechamento de sexta-feira retrasada de 174,65 centavos, base Maio.
O mercado continua construtivo. Uma somatória de várias notícias… nenhuma realmente nova, mostrando uma tendência de aperto em termos de oferta de café.
Os estoques de certificados em NY voltando a cair, a estrutura do inverso em NY presente e apertando novamente a entrega, os estoques de Londres Robusta os mais baixos desde 2016… embarques menores de Brasil, Colômbia, Centrais e Vietnam, expectativa de quebra de safra na Indonésia.
Ainda vale lembrar que, no report de dezembro do USDA, houve uma redução na expectativa de número de estoques globais (de passagem) diminuírem para 34,1 milhões de sacas. Acho que, sem muita margem de erro, pelo menos 1/3 deste volume deve estar no mato e nos armazéns aqui no Brasil.
Vou bater na tecla novamente que é importante a queda de embarques do Brasil em Fevereiro e Março como forte suporte a manter a tendência de alta.
O macro poderia ajudar mais. O que à poucas semanas mostrava uma tendência de mantermos o dólar abaixo de R$5,00, hoje já lutamos para manter abaixo dos R$5,20.
Novos dados do comércio americano (que vieram mais forte do que o esperado) começam novamente a colocar em dúvida se o FED vai conseguir manter o novo ajuste de juros em apenas 25 p.p.
E por aqui… difícil até de comentar. Parafraseando a economista Elena Landau: “põe então os juros a zero e vê o que acontece…”
São embarques caindo, estoques certificados em níveis baixos Arábica e Robusta, e uma super safra Brasil que já é meio consenso não vai acontecer. Esse mercado tem toda possibilidade de puxar até os 2 centavos. O que pode segurar? Embarques voltarem a subir e o câmbio não colaborar.
Muitos de vocês já podem ter lido e visto os alertas sobre os contratos de café (bolsa inclusos) que se destinem ao mercado comum europeu, terem que cumprir os mandatos de desmatamento. Provavelmente devem valer em algum ponto em 2024 para as entregas em bolsa. Sinceramente eu não tenho os detalhes sobre as bases do mandato e suas regras de controle e governança. O que eu gostaria já, de deixar em alerta, para que os órgãos competentes que representam a cafeicultura Brasileira, não permitam que estes mandatos sejam usados politicamente pelos nosso caros concorrentes para discriminar (impostos, custos, campanhas negativas, dificuldades para certificação, etc…) nosso café. Aliás, o recado via canais oficiais pelas associações de classe, já devia ser forte nesse sentido: discriminar o café brasileiro, jogando ele na mesma vala comum de outros detratores, terá uma resposta a altura (até com suspensão oficial de embarques).
Se vai ter uma hora para enviar o recado, falar grosso, e deixar as regras do jogo bem claras, precisa ser agora com a situação de estoques apertando.
Bom carnaval e boa semana a todos!
*Joseph Reiner tem 36 anos de mercado em exportação e empresas de varejo. Atuou também no gabinete do Ministro Blairo Maggi e hoje atua em Conselhos, além de ser produtor de café no Sul de Minas.