O mercado fechou sexta-feira em 151,90 centavos, contra sexta-feira retrasada em 153,15. Novamente poucas novidades no front.
O suporte técnico estava em 153,50 centavos, mas não existe aquele volume de ordens expressivos abaixo dos pontos de suporte.
Os estoques certificados de Arábica continuam a erosão, chegando agora perto dos 480 mil sacas, e sem nenhum lote pendente para certificação (a última vez que eu chequei).
O interessante que o spread entre os meses desta vez nem “tchum” em NY… não tenho uma explicação…
Não Houve muitas mudanças no câmbio também. O dólar se valorizou um pouco, mas dentro de uma oscilação técnica.
Pouca mudança também nos spreads entre NY e Londres.
Os embarques brasileiros de Agosto e Setembro serão mesmo mais elevados do que a média que vinha ocorrendo, porém isto também não é novidade para o mercado.
Que os números de oferta e procura estão perto do equilíbrio, não existe muita dúvida. E por este motivo, a florada do Brasil e consequentemente números para a próxima safra são tão importantes. 1 Milhão a menos na Colômbia e 500 mil a menos no Vietnam pode mover os spreads entre os diferenciais, ou o spread NY – Londres… mas para mover o mercado mesmo, é o que acontecerá no Brasil.
Muito tem se falado do fenômeno “El Niño“, e clima é algo que não comento, mas ao menos que me engane, o fenômeno tradicionalmente traz mais chuvas para o Sul/Sudeste e temperaturas mais elevadas… me parece uma ótima equação para uma boa florada e um bom “pegamento“.
No macro também nada de muito novo. O PIB Brasil um pouco acima do esperado trouxe algum ânimo durante a semana, porém as disputas internas do governo, a falta de conciliação das contas públicas, e o vai e vem do amor e ódio com o Congresso, como já frisamos, não vai mudar.
É bastante questionável dar como certa a queda consistente dos juros, como também é bastante questionável que o FED Americano começar uma redução das taxas por lá no curto/médio prazo.
Ainda não é o caso, mas se os spreads de juros começarem a cair entre lá e cá, podem ter certeza teremos fuga das “verdinhas”. Isto sem contar com outras fontes de tensão e aumento de risco no mercado.
O império contra ataca!!: surgiram noticias essa semana que os grandes armadores (ou um grande armador) já estariam recusando novos “bookings” para containers de açúcar. Aparentemente os preços de containers estão voltando a subir, e isto vai refletir já já no café. Corremos o risco desta vez de boa parte da conta correr para o campo.
Com exportadores tendo os livros de vendas um pouco abaixo do que o normal para as vendas futuras, qualquer novo aumento de custos será repassado.
Os resultados das grandes torrefações lá fora, que trimestralmente são obrigadas a publicar, continuam mostrando ótimos números… nenhuma surpresa.
Mesma estratégia das churrascarias por aqui…a arroba do boi, saiu de 340 para $200 reais… enquanto o preço do rodizio…
Tic-tac, tic-tac… o que fara esse mercado subir??
Boa semana a todos!!!
*Joseph Reiner tem 36 anos de mercado em exportação e empresas de varejo. Atuou também no gabinete do Ministro Blairo Maggi e hoje atua em Conselhos, além de ser produtor de café no Sul de Minas.