O mercado fechou esta semana em 154,90 centavos, contra sexta-feira retrasada em 146,05 centavos. Mercados de forma geral, perfromaram muito bem contra uma semana que poderia ter sido bem atribulada.
A maioria das commodities fecharam bem, com café recuperado o suporte de 150/151 centavos, porém alguns pontos importantes de sustentação esta semana podem não dar o mesmo suporte na próxima semana.

O mercado abriu a semana entendendo que o risco de uma escalada da guerra para um nível regional (i.e. fronteira norte de Israel e Síria) diminui, com o intenso trabalho diplomático, e com um certo comedimento da milícia Xiita no Sul do Líbano (fora a chegada de dois porta-aviões Norte Americanos na região). Isto pode mudar rapidamente.

No front macro, o índice de inflação (núcleo) veio dentro do esperado nos EUA e também na China. Os pedidos de auxílio desemprego também saíram dentro do esperado. As notas do tesouro de curto prazo novamente passaram dos 5%, e muitos comentários das autoridades financeiras levam a acreditar que isto já seja suficiente para que o ciclo de aumentos dos juros cesse. E já vimos que isto também pode mudar rapidamente.
O câmbio também ajudou na sexta-feira, com um pouco menos de pressão no dólar, porém ficamos na dependência dos acontecimentos no Oriente Médio.

Nos fundamentos não temos nada de novo. Boas chuvas e uma segunda florada muito boa. Os embarques de setembro em 3,3 milhões de sacas, não considero como baixos, mas sim dentro do esperado. O próximo trimestre trará a conta.

Os diferenciais brasileiros estreitaram um pouco, mesmo com a boa semana em NY.
O produtor reluta na venda, faz as contas. O exportador tenta abrir o diferencial, mas na quinta e na sexta-feira, o mercado foi bem travado.
Com todas as incertezas ainda no mercado em geral, fora que não tivemos nenhuma notícia de impacto nos fundamentos, importante pensar se as puxadas fortes de mercado não são boas oportunidades de vendas. Se o dilema está lhe matando… compre umas opções.

Boa semana a todos!

*Joseph Reiner tem 36 anos de mercado em exportação e empresas de varejo. Atuou também no gabinete do Ministro Blairo Maggi e hoje atua em Conselhos, além de ser produtor de café no Sul de Minas.