O mercado fechou sexta-feira em 221,55 centavos, praticamente inalterada semana a semana vs sexta retrasada. Durante a semana o mercado manteve a costumeira volatilidade, e o inverso no dezembro-março chegando aos seus quase 10 centavos!… carregar café no contra do mercado no momento, semana a semana, se torna um péssimo negócio.

No macro nada muito diferente… a moeda americana continua se depreciando contra basicamente todas as moedas globais, não só pela perspectiva de um novo aumento da taxa de juros nos USA, como também de uma fuga para um refúgio, mas seguro, mesmo considerando um cenário recessivo para a economia americana (como também europeia, japonesa, e uma forte pisada nos freios na China). Potencialmente facilitará importação nos USA e, poderia nos curto e médio prazos, gerar mais negócios… olhando o prisma câmbio.

O outro importante fator, foi uma semana muito boa de chuvas pelas regiões produtoras, trazendo o que bem pode ser a principal florada. Segundo o Eng. Agrônomo Fernando Diniz, essa foi a maior florada. “Tivemos uma primeira florada na maioria das regiões, porém como observamos à campo, essa segunda foi a maior e, muito possivelmente perfazendo 80-90% do potencial das plantas, ficando uma pequena floração para a primeira quinzena de Outubro. Isso na maioria das regiões”, afirma Diniz, Consultor da RR Consultoria, com sede em Alfenas, no sul de Minas Gerais.

Daqui para frente temos que observar o que todos já sabemos: a sequência das chuvas e o “pegamento“.

No mercado interno observamos um maior volume de vendedores. Nenhuma enxurrada, porém, tivemos um mercado interno mais movimentado, e durante a semana, na conjunção câmbio/bolsa, pudemos observar um cenário mais competitivo para a venda de café na exportação.

Os cafés de bebidas finas continuam com boa procura e remunerando durante boa parte da semana acima de $1.300 reais. E que assim fique para que possamos começar o período de tratos culturais.

Boa semana a todos!

*Joseph Reiner tem 36 anos de mercado em exportação e empresas de varejo. Atuou também no gabinete do Ministro Blairo Maggi e hoje atua em Conselhos, além de ser produtor de café no Sul de Minas.