O mercado fechou sexta-feira em 151,70 centavos, cerca de 7 centavos abaixo do fechamento de sexta-feira retrasada, de 158,30 centavos.
Sem muita piedade o mercado foi lá testar as mínimas do contrato neste ciclo safra, perto dos 140 centavos, antes de rebotear perto do fim de semana, com recompras de fundos e fixação de torradores.

O câmbio também deu uma ajudinha, bem como a estrutura entre os meses se mantendo firme. Vamos acompanhar os pregões de segunda e terça-feira, porém me parece que podemos esperar que, no momento, o fundo é perto dos 140 centavos, e teto perto dos 175 centavos.
Não houve grande movimentação nos estoques certificados entre os totais, e as pendências de classificação.Também tivemos o relatório dos estoques no Japão (vem com 2 meses de delay), e também aí nenhuma grande oscilação. As variáveis quem vem afetando o macro não se modificaram muito.

As chuvas continuam boas, um inverno não tão intenso na Europa, números de exportações normais de origens. O único fator que parece estar ficando menos agressivo é a chance de uma recessão mais forte na EEUU e nos USA.

Os últimos dados econômicos dos USA indicam uma provável subida de juros de 50 pontos, porém os mais otimistas acreditam que o FED poderá até manter 25 pontos. Na Europa, com um inverno mais ameno, o impacto do custo da energia está sendo menor que o esperado. Ainda temos 2 a 3 meses de inverno pela frente, e na questão do câmbio, não digo nem que é dia a dia, estamos hoje funcionando na função hora a hora.

Vamos começar a esperar com ansiedade os números de embarques de Janeiro do Brasil, bem como o início das viagens de sondagens da próxima safra (ou reavaliação dos números já divulgados).

Boa semana a todos!

*Joseph Reiner tem 36 anos de mercado em exportação e empresas de varejo. Atuou também no gabinete do Ministro Blairo Maggi e hoje atua em Conselhos, além de ser produtor de café no Sul de Minas.