O Arábica perdeu força e rompeu suporte importante nessa semana, ele saiu da lateralização trabalha abaixo do suporte forte que estava segurando o preço na bolsa. Correção de preço ou mudança de comportamento?

Na Bolsa de Nova York para o Arábica, o contrato Julho/26 fechou a 274,80 c/lb. O indicador CEPEA/ESALQ do arábica caiu para R$ 1.669,93/saca. No robusta, os preços também cederam, caiu para R$ 912,99/sc. O mercado chega aos menores níveis nominais de 2026.

O dólar fechou a semana em R$ 4,894, mais fraco segue pressionando o preço interno para baixo, mesmo quando a bolsa tenta alguma reação.

O ponto mais interessante não está no preço, está na curva.
Os vencimentos próximos continuam negociando acima dos contratos mais longos, é a leitura de mercado. O café disponível hoje ainda carrega valor maior do que o café que será entregue mais à frente. Não é porque falta café no mundo mas porque o fluxo ainda não chegou com força suficiente.
Mas Enquanto isso o mercado se posiciona para o que vem pela frente.

Os fundos mais que dobraram sua posição líquida de março/2026 até hoje, mas ainda muito longe da posição do ano passado, o que refletiu claramente na queda de preço significativamente em 2026. O comportamento indica atuação maior em diferença entre vencimentos (Spreads) e reforçando essa distorção entre curto e médio prazo, tirando vantagem financeira das distorções, veja gráfico abaixo:

Talvez isso mostre um mercado menos direcional e mais focado na estrutura de vencimentos. Não estão apostando na alta ou na baixa, estão explorando a curva de preços.

A origem também mudou de postura, exportadores e cooperativas passaram a atuar de forma mais agressiva nas vendas futuras via diferencial com preço a ser fixado. Esse movimento permite avançar nas vendas sem necessidade de fixação imediata na bolsa, transferindo o risco de preço ao longo do tempo. Na prática isso significa que a oferta já começa a aparecer antes mesmo do café entrar fisicamente no mercado.

Esse fluxo antecipado somado à entrada efetiva da safra nas próximas semanas, desloca o equilíbrio e o mercado deixa de depender apenas do aperto no disponível e passa a lidar com um volume crescente sendo construído na curva futura.

A pressão passa a vir de forma mais organizada, é importante observar esse fluxo acontecendo nos bastidores. Com a entrada da safra e o avanço dessas vendas futuras, o risco de pressão baixista no curto prazo aumenta de forma relevante.
O movimento não é isolado, estão combinando a estrutura atual, fluxo e posicionamento no mercado.

O gráfico de spreads está mostrando exatamente isso, existe uma diferença clara entre o que o mercado paga hoje e o que está disposto a pagar mais à frente. Diferenciais vêm se ajustando rapidamente para níveis mais próximos da normalidade conhecida.

Essa distorção nos diferenciais, reflexo da disponibilidade de oferta disponível que estava não se estenderia por muito tempo haja vista a safra enorme que está chegando no Brasil.

Ou o curto prazo cede com a entrada de fluxo físico, ou o mercado volta a incorporar risco e ajusta a curva para cima, o comportamento tende a ser mais técnico para os próximos vencimentos.

Há ainda o risco no radar, sempre tem, principalmente climático, com a possibilidade de El Niño no segundo semestre, ele não impacta a safra atual, mas impede que o mercado fique confortável demais para operar, vejo mesas sendo mais conservadoras na montagem de operações e assumindo muito menor risco do que no passado.

O Brasil consumiu e exportou cerca de 52 milhões de sacas de Julho/2025 até Maio/2026, ano safra 25/26. Não faltou café e pelo visto não faltará café tão cedo.

Boa semana,
Gustavo Matias
MCT | Matias Coffee Trading

Instagram: @matiascoffeetrading

*Não é recomendação de compra ou venda
*Curso de Hedges e Operações Estruturadas dias 19, 20 e 21 de Maio
Inscrições 16992912005A safra já está na “curva”
10/mai/2026
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O Arábica perdeu força e rompeu suporte importante nessa semana, ele saiu da lateralização trabalha abaixo do suporte forte que estava segurando o preço na bolsa. Correção de preço ou mudança de comportamento?
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Na Bolsa de Nova York para o Arábica, o contrato Julho/26 fechou a 274,80 c/lb. O indicador CEPEA/ESALQ do arábica caiu para R$ 1.669,93/saca. No robusta, os preços também cederam, caiu para R$ 912,99/sc. O mercado chega aos menores níveis nominais de 2026.
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O dólar fechou a semana em R$ 4,894, mais fraco segue pressionando o preço interno para baixo, mesmo quando a bolsa tenta alguma reação.
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O ponto mais interessante não está no preço, está na curva.
Os vencimentos próximos continuam negociando acima dos contratos mais longos, é a leitura de mercado. O café disponível hoje ainda carrega valor maior do que o café que será entregue mais à frente. Não é porque falta café no mundo mas porque o fluxo ainda não chegou com força suficiente.
Mas Enquanto isso o mercado se posiciona para o que vem pela frente.
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Os fundos mais que dobraram sua posição líquida de março/2026 até hoje, mas ainda muito longe da posição do ano passado, o que refletiu claramente na queda de preço significativamente em 2026. O comportamento indica atuação maior em diferença entre vencimentos (Spreads) e reforçando essa distorção entre curto e médio prazo, tirando vantagem financeira das distorções, veja gráfico abaixo:
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Gráfico Spreads
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Talvez isso mostre um mercado menos direcional e mais focado na estrutura de vencimentos. Não estão apostando na alta ou na baixa, estão explorando a curva de preços.
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A origem também mudou de postura, exportadores e cooperativas passaram a atuar de forma mais agressiva nas vendas futuras via diferencial com preço a ser fixado. Esse movimento permite avançar nas vendas sem necessidade de fixação imediata na bolsa, transferindo o risco de preço ao longo do tempo. Na prática isso significa que a oferta já começa a aparecer antes mesmo do café entrar fisicamente no mercado.
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Esse fluxo antecipado somado à entrada efetiva da safra nas próximas semanas, desloca o equilíbrio e o mercado deixa de depender apenas do aperto no disponível e passa a lidar com um volume crescente sendo construído na curva futura.
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A pressão passa a vir de forma mais organizada, é importante observar esse fluxo acontecendo nos bastidores. Com a entrada da safra e o avanço dessas vendas futuras, o risco de pressão baixista no curto prazo aumenta de forma relevante.
O movimento não é isolado, estão combinando a estrutura atual, fluxo e posicionamento no mercado.
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O gráfico de spreads está mostrando exatamente isso, existe uma diferença clara entre o que o mercado paga hoje e o que está disposto a pagar mais à frente. Diferenciais vêm se ajustando rapidamente para níveis mais próximos da normalidade conhecida.
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Essa distorção nos diferenciais, reflexo da disponibilidade de oferta disponível que estava não se estenderia por muito tempo haja vista a safra enorme que está chegando no Brasil.
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Ou o curto prazo cede com a entrada de fluxo físico, ou o mercado volta a incorporar risco e ajusta a curva para cima, o comportamento tende a ser mais técnico para os próximos vencimentos.
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Há ainda o risco no radar, sempre tem, principalmente climático, com a possibilidade de El Niño no segundo semestre, ele não impacta a safra atual, mas impede que o mercado fique confortável demais para operar, vejo mesas sendo mais conservadoras na montagem de operações e assumindo muito menor risco do que no passado.
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O Brasil consumiu e exportou cerca de 52 milhões de sacas de Julho/2025 até Maio/2026, ano safra 25/26. Não faltou café e pelo visto não faltará café tão cedo.
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Boa semana,
Gustavo Matias
MCT | Matias Coffee Trading
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Instagram: @matiascoffeetrading
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*Não é recomendação de compra ou venda
*Curso de Hedges e Operações Estruturadas dias 19, 20 e 21 de Maio
*Inscrições 16992912005A safra já está na “curva”*
10/mai/2026

O Arábica perdeu força e rompeu suporte importante nessa semana, ele saiu da lateralização trabalha abaixo do suporte forte que estava segurando o preço na bolsa. Correção de preço ou mudança de comportamento?

Na Bolsa de Nova York para o Arábica, o contrato Julho/26 fechou a 274,80 c/lb. O indicador CEPEA/ESALQ do arábica caiu para R$ 1.669,93/saca. No robusta, os preços também cederam, caiu para R$ 912,99/sc. O mercado chega aos menores níveis nominais de 2026.

O dólar fechou a semana em R$ 4,894, mais fraco segue pressionando o preço interno para baixo, mesmo quando a bolsa tenta alguma reação.

O ponto mais interessante não está no preço, está na curva.
Os vencimentos próximos continuam negociando acima dos contratos mais longos, é a leitura de mercado. O café disponível hoje ainda carrega valor maior do que o café que será entregue mais à frente. Não é porque falta café no mundo mas porque o fluxo ainda não chegou com força suficiente.
Mas Enquanto isso o mercado se posiciona para o que vem pela frente.

Os fundos mais que dobraram sua posição líquida de março/2026 até hoje, mas ainda muito longe da posição do ano passado, o que refletiu claramente na queda de preço significativamente em 2026. O comportamento indica atuação maior em diferença entre vencimentos (Spreads) e reforçando essa distorção entre curto e médio prazo, tirando vantagem financeira das distorções, veja gráfico abaixo:

Gráfico Spreads

Talvez isso mostre um mercado menos direcional e mais focado na estrutura de vencimentos. Não estão apostando na alta ou na baixa, estão explorando a curva de preços.

A origem também mudou de postura, exportadores e cooperativas passaram a atuar de forma mais agressiva nas vendas futuras via diferencial com preço a ser fixado. Esse movimento permite avançar nas vendas sem necessidade de fixação imediata na bolsa, transferindo o risco de preço ao longo do tempo. Na prática isso significa que a oferta já começa a aparecer antes mesmo do café entrar fisicamente no mercado.

Esse fluxo antecipado somado à entrada efetiva da safra nas próximas semanas, desloca o equilíbrio e o mercado deixa de depender apenas do aperto no disponível e passa a lidar com um volume crescente sendo construído na curva futura.

A pressão passa a vir de forma mais organizada, é importante observar esse fluxo acontecendo nos bastidores. Com a entrada da safra e o avanço dessas vendas futuras, o risco de pressão baixista no curto prazo aumenta de forma relevante.
O movimento não é isolado, estão combinando a estrutura atual, fluxo e posicionamento no mercado.

O gráfico de spreads está mostrando exatamente isso, existe uma diferença clara entre o que o mercado paga hoje e o que está disposto a pagar mais à frente. Diferenciais vêm se ajustando rapidamente para níveis mais próximos da normalidade conhecida.

Essa distorção nos diferenciais, reflexo da disponibilidade de oferta disponível que estava não se estenderia por muito tempo haja vista a safra enorme que está chegando no Brasil.

Ou o curto prazo cede com a entrada de fluxo físico, ou o mercado volta a incorporar risco e ajusta a curva para cima, o comportamento tende a ser mais técnico para os próximos vencimentos.

Há ainda o risco no radar, sempre tem, principalmente climático, com a possibilidade de El Niño no segundo semestre, ele não impacta a safra atual, mas impede que o mercado fique confortável demais para operar, vejo mesas sendo mais conservadoras na montagem de operações e assumindo muito menor risco do que no passado.

O Brasil consumiu e exportou cerca de 52 milhões de sacas de Julho/2025 até Maio/2026, ano safra 25/26. Não faltou café e pelo visto não faltará café tão cedo.

Boa semana,
Gustavo Matias
MCT | Matias Coffee Trading

Instagram: @matiascoffeetrading

*Não é recomendação de compra ou venda
*Curso de Hedges e Operações Estruturadas dias 19, 20 e 21 de Maio
Inscrições 16992912005A safra já está na “curva”*
10/mai/2026

O Arábica perdeu força e rompeu suporte importante nessa semana, ele saiu da lateralização trabalha abaixo do suporte forte que estava segurando o preço na bolsa. Correção de preço ou mudança de comportamento?

Na Bolsa de Nova York para o Arábica, o contrato Julho/26 fechou a 274,80 c/lb. O indicador CEPEA/ESALQ do arábica caiu para R$ 1.669,93/saca. No robusta, os preços também cederam, caiu para R$ 912,99/sc. O mercado chega aos menores níveis nominais de 2026.

O dólar fechou a semana em R$ 4,894, mais fraco segue pressionando o preço interno para baixo, mesmo quando a bolsa tenta alguma reação.

O ponto mais interessante não está no preço, está na curva.
Os vencimentos próximos continuam negociando acima dos contratos mais longos, é a leitura de mercado. O café disponível hoje ainda carrega valor maior do que o café que será entregue mais à frente. Não é porque falta café no mundo mas porque o fluxo ainda não chegou com força suficiente.
Mas Enquanto isso o mercado se posiciona para o que vem pela frente.

Os fundos mais que dobraram sua posição líquida de março/2026 até hoje, mas ainda muito longe da posição do ano passado, o que refletiu claramente na queda de preço significativamente em 2026. O comportamento indica atuação maior em diferença entre vencimentos (Spreads) e reforçando essa distorção entre curto e médio prazo, tirando vantagem financeira das distorções, veja gráfico abaixo:

Talvez isso mostre um mercado menos direcional e mais focado na estrutura de vencimentos. Não estão apostando na alta ou na baixa, estão explorando a curva de preços.

A origem também mudou de postura, exportadores e cooperativas passaram a atuar de forma mais agressiva nas vendas futuras via diferencial com preço a ser fixado. Esse movimento permite avançar nas vendas sem necessidade de fixação imediata na bolsa, transferindo o risco de preço ao longo do tempo. Na prática isso significa que a oferta já começa a aparecer antes mesmo do café entrar fisicamente no mercado.

Esse fluxo antecipado somado à entrada efetiva da safra nas próximas semanas, desloca o equilíbrio e o mercado deixa de depender apenas do aperto no disponível e passa a lidar com um volume crescente sendo construído na curva futura.

A pressão passa a vir de forma mais organizada, é importante observar esse fluxo acontecendo nos bastidores. Com a entrada da safra e o avanço dessas vendas futuras, o risco de pressão baixista no curto prazo aumenta de forma relevante.
O movimento não é isolado, estão combinando a estrutura atual, fluxo e posicionamento no mercado.

O gráfico de spreads está mostrando exatamente isso, existe uma diferença clara entre o que o mercado paga hoje e o que está disposto a pagar mais à frente. Diferenciais vêm se ajustando rapidamente para níveis mais próximos da normalidade conhecida.

Essa distorção nos diferenciais, reflexo da disponibilidade de oferta disponível que estava não se estenderia por muito tempo haja vista a safra enorme que está chegando no Brasil.

Ou o curto prazo cede com a entrada de fluxo físico, ou o mercado volta a incorporar risco e ajusta a curva para cima, o comportamento tende a ser mais técnico para os próximos vencimentos.

Há ainda o risco no radar, sempre tem, principalmente climático, com a possibilidade de El Niño no segundo semestre, ele não impacta a safra atual, mas impede que o mercado fique confortável demais para operar, vejo mesas sendo mais conservadoras na montagem de operações e assumindo muito menor risco do que no passado.

O Brasil consumiu e exportou cerca de 52 milhões de sacas de Julho/2025 até Maio/2026, ano safra 25/26. Não faltou café e pelo visto não faltará café tão cedo.

Boa semana,
Gustavo Matias
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*Não é recomendação de compra ou venda
*Curso de Hedges e Operações Estruturadas dias 19, 20 e 21 de Maio
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